23 set 2008

Empresa de SP recicla 80 toneladas de celulares

Publicado por Admin em Geral

De janeiro a julho deste ano, 80 toneladas de celulares e equipamentos relacionados aos aparelhos (como carregadores e chips) chegaram até a empresa GM&C, em São José dos Campos (91 km de SP).

Mas não se trata de uma revendedora de celulares. A especialidade é recolher telefones e equipamentos descartados, triturá-los e encaminhar para reciclagem.

Especialidade da GM&C é recolher telefones e equipamentos descartados, triturá-los e encaminhar para reciclagem
Decidiu oferecer o serviço às fabricantes e às operadoras de telefonia móvel. Montou um sistema em que as lojas avisam, pela internet, quando as urnas de descarte estão cheias.

Lá, é feita a separação do celular, bateria, carregadores e outros itens. Com exceção da bateria, tudo é triturado e, depois, levado para empresas de reciclagem.

Nas placas eletrônicas são encontrados metais como prata e ouro, que são retirados e usados na fabricação de outros produtos.

“Às vezes, dá até dó, pois chegam [para trituração e reciclagem] uns aparelhos novinhos, bonitos”, diz Vagner Silva Santos, 28, um dos 40 funcionários da empresa. Por ele passam cerca de 7.000 celulares todos os dias.

da Agência Folha, em São José dos Campos

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    17 ago 2008

    Cidade angolana copia Curitiba para ser referência ecológica

    Publicado por Admin em Geral

    Huambo, Angola - A cidade de Huambo está caminhando para ser a capital ecológica de Angola e pretende se afirmar como referência internacional, à semelhança de Curitiba.

    O primeiro passo para essas aspirações foi dado com a criação, por deliberação do governo provincial, da Casa Ecológica, disse à Agência Lusa seu responsável, Júnior Chinendele.

    “A Casa Ecológica é uma conseqüência do grande objetivo que o governo da província tem de transformar Huambo em uma capital ecológica”, explicou.

    Instalada em pleno jardim botânico, no eixo verde que cruza toda a cidade, “a casa poderá trabalhar com vários setores da província, sócio-econômicos e culturais, para fazer sensibilização, educação e formação ambiental”, destacou Júnior Chinendele.

    Além de trabalho com empresas, autoridades políticas e escolas, a Casa Ecológica tem o propósito de atingir uma dimensão internacional, afirmando-se como referência da África Austral, tal como Curitiba é para a América do Sul.

    Para isso, o governo provincial firmou compromissos com a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e instituições universitárias estrangeiras, como a Universidade Livre do Meio Ambiente, brasileira.

    “Pretendemos, como Curitiba, fazer de Huambo um centro de referência de formação das autoridades locais em questões ambientais”, disse o responsável.

    O governo de Huambo também está em contato com o Instituto Jaime Lerner, que recebe o nome do ex-governador que fez a revolução ecológica da capital paranaense.

    Uma parte da Casa Ecológica foi construída com materiais biodegradáveis, como madeira, e, enquanto favos abertos nas paredes refrescam o interior, hélices no teto utilizam o vento para renovar o ar e painéis fotovoltaicos no telhado convertem energia solar em eletricidade.

    O exemplo ecológico que começa na casa pretende ser expandido pela cidade e por toda a província que, segundo Júnior Chinendele, tem grande tradição em matéria ambiental e forte currículo em termos acadêmicos.

    De acordo com Chinendele, o meio ambiente em Angola está longe de ser recomendável. Os solos estão degradados e sofrem de erosão por uso excessivo e exposição prolongada à poluição de fontes domésticas; árvores têm sido indiscriminadamente abatidas para transformação em lenha e a biodiversidade registrou uma acentuada redução durante a guerra civil.

    Palco de alguns dos momentos mais violentos da guerra civil angolana, Huambo é, hoje, um deserto em termos de vida animal. A universidade local prepara um estudo para avaliar a perda de biodiversidade durante o conflito.

    No próprio jardim botânico, onde fica a Casa Ecológica, muitas espécies de plantas e animais desapareceram durante a guerra que se desenrolou dentro da cidade.

    Por Henrique Botequilha, da Agência Lusa

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    10 ago 2008

    Pará - Cadastro Ambiental Rural tem novo procedimentos

    Publicado por Admin em Geral

    A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) estabeleceu novos procedimentos destinados à regulamentação de imóveis rurais com áreas de até quatro módulos fiscais no Estado do Pará, dentro do Cadastro Ambiental Rural (CAR-PA).

    A medida está na redação da Instrução Normativa nº. 016, editada na última quinta-feira (7) e assinada pelo titular da Sema, Valmir Ortega.

    De acordo com a normativa, o órgão ambiental estadual vai firmar parceria com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater) e outras instituições públicas, visando dar suporte ao processo de cadastramento.

    A instrução define os documentos necessários à inscrição no CAR-PA, por meio da Emater e dos demais órgãos conveniados, para facilitar a adesão, neste primeira fase, dos proprietários que não tenham condições técnicas e financeiras de fazer o cadastro.

    O governo quer garantir amplo acesso aos interessados e oferecer rapidez ao sistema de cadastramento, que vai regularizar todos os imóveis rurais no estado.

    A inscrição no CAR-PA, via Emater, órgãos públicos e instituições conveniadas, será feita mediante a entrega, pelo interessado, dos documentos básicos (de pessoa física e pessoa jurídica), listados no site oficial da Sema(www.sema.pa.gov.br) e relacionados na Instrução nº. 016/2008.

    Após a conferência dos documentos pelos técnicos do órgão ambiental, o comprovante de cadastramento será emitido e colocado à disposição também no site da Secretaria.

    Mapa - O mapa georreferanciado, obrigatório do CAR-PA, deverá ser elaborado em meio de sistema específico, de acordo com as orientações técnicas disponíveis na internet, e na forma do que já foi estabelecido pela Instrução Normativa nº. 013/2008.

    Caberá ao técnico do órgão conveniado informar a marca, modelo e precisão do equipamento do Sistema de Posicionamento Global (GPS), usado na elaboração do mapa georreferenciado.

    Os projetos técnicos do mapa da propriedade, da recuperação de Área de Preservação Permanente (APP) e de recomposição da Reserva Legal (ARL) deverão ser elaborados pelas instituições, em até 36 meses.

    A Sema também está oferecendo, por meio eletrônico, a relação dos interessados que requerem a inscrição do imóvel rural de até 4 módulos fiscais no CAR-PA.

    Recuperação – Constatada a alteração da Área de Preservação Permanente (APP), o proprietário ou possuidor do imóvel cadastrado fica obrigado a isolar a área imediatamente, e iniciar o processo de recuperação, de acordo com a legislação em vigor. A equipe técnica dos órgãos conveniados deve encaminhar o plano de recuperação à Sema.

    Se também houver alteração da Área de Reserva Legal (ARL), técnicos dos órgãos conveniados ficam obrigados a apresentar o projeto de recomposição da reserva legal, de acordo com os critérios estabelecidos pela Secretaria.

    O plano de recuperação da APP e o projeto de recomposição da ARL devem ser encaminhados ao órgão ambiental estadual, junto com o comprovante de aceite do projeto técnico georreferenciado do imóvel.

    Texto: Douglas Dinelli - Sema

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    07 ago 2008

    Embrapa transfere informações ao Museu do Pantanal.

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    Visitantes de todo o Brasil e do exterior que visitam Corumbá (MS) ganham, nesta terça-feira, dia 12 de agosto, mais uma opção de turismo: o Muhpan - Museu de História do Pantanal. Instalado no edifício Wanderley & Baís (construído em 1876), em frente ao rio Paraguai, o museu reúne informações históricas, arqueológicas, ambientais e culturais.

    A montagem do Muhpan foi realizada pela Fundação Barbosa Rodrigues, com incentivo da Lei Rouanet, que concede benefícios fiscais a empresas que financiam atividades culturais.

    A Embrapa Pantanal, instalada em Corumbá desde 1975, acompanhou o processo de montagem da sala Os Pantanais, que reúne informações sobre o ecossistema. Pesquisadores da Unidade contribuíram para a instalação do ambiente e, nesta quarta-feira, dia 6 de agosto, estiveram no local para transferir informações aos estagiários que vão apresentar o museu aos visitantes.

    Walfrido Tomás e Cristhiane Amâncio, pesquisadores da Embrapa Pantanal (Corumbá-MS), Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, tiveram contato com seis estudantes dos cursos de geografia, biologia e turismo.

    Eles detalharam informações sobre geomorfologia e sobre as características das dez sub-regiões do Pantanal. Falaram sobre as espécies nativas de peixes, sobre o curso dos rios e sobre a fauna. Os estagiários aproveitaram a visita dos pesquisadores para esclarecer dúvidas relacionadas ao ecossistema.

    No dia 18 de julho, a diretora executiva da Embrapa, Tatiana Deane Abreu de Sá, esteve em Corumbá participando de uma reunião do Comitê Assessor Externo da Unidade e conheceu as instalações do museu. Ela elogiou o trabalho e disse que a região ganha muito com a organização do Muhpan.

    O museu dará mais visibilidade a Corumbá, cidade com alto potencial turístico. Nos últimos três anos, a movimentação de pessoas no município foi, em média, de 594 mil visitantes/ano. Os dados foram coletados pela Secretaria Municipal de Turismo, com base em registros do número de passageiros de vôos, de transporte rodoviário (ônibus) e de veículos que pagaram o pedágio próximo à ponte do rio Paraguai.

    O museu foi montado com a supervisão do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional), apoio da Prefeitura de Corumbá, e patrocínio da Petrobras e Grupo Votorantim. A inauguração, nesta terça, será às 17h. A partir da abertura, o Muhpan estará pré-agendando visitas de grupos interessados em conhecer as instalações.

    Fonte= e-mail
    Ana Maio
    Jornalista - Mtb 21.928
    Área de Comunicação e Negócios-ACN
    Embrapa Pantanal
    Corumbá (MS)
    (67) 3233-2430 ramal 235
    Foto de Ana Maio

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    20 jul 2008

    Desmatamento no Acre

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    Em um ano, foram mais de 13 mil hectares desmatados em áreas protegidas. Resex Chico Mendes é a campeã de desmatamento entre as unidades de conservação federais no Estado.

    O Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) divulgou no ultimo dia 17 relatório anual sobre desmatamento em áreas protegidas no Acre. Segundo o órgão, em um ano (de 2006 a 2007) foram desmatados 13,6 mil hectares em terras indígenas e unidades de conservação estaduais e federais acreanas. Os dados fazem parte do Programa de Monitoramento de Áreas Especiais (ProAE), implantado em 2005 e que anualmente divulga informações específicas sobre estas áreas.

    As terras indígenas foram as que mais sofreram o avanço no desmatamento, com acréscimo de 5,6 mil hectares. O total representa aumento de 155% em comparação ao período anterior (2005 a 2006). A área Kaxinawá Igarapé do Caucho foi a campeã de desmates, com 1,3 mil hectares devastados no último ano. Em seguida aparecem as terras indígenas Kaxinawá do Rio Jordão, com mil hectares desmatados, e Rio Gregório, com 612 hectares. Estas três áreas representam juntas o total de 52% de desmatamento em terras indígenas. Além destas, outras terras indígenas aparecem no relatório do Sipam com áreas de desmates significativos: Kaxinawá da Praia do Carapanã (392 hectares), Katukina/Kaxinawá (365) e Mamoadate (303).

    As unidades de conservação federais tiveram redução no desmatamento em termos percentuais (-81%) em comparação ao período anterior, mas totalizaram a maior quantidade de desmates em números absolutos – mais de seis mil hectares. A Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes foi a campeã no ranking do desmatamento, com 2 mil hectares. Em segundo lugar aparece o Parque Nacional Serra do Divisor, com 1,2 mil hectares de desmates. Na seqüência estão três Resex: Alto Juruá (995 hectares desmatados), Riozinho da Liberdade (733) e Alto Tarauacá (513). Já as unidades de conservação estaduais foram as que mais tiveram redução no percentual de desmatamento (-84%), mas mesmo assim totalizaram 1,1 mil hectares de desmate. A Floresta Estadual de Rendimento Sustentável Antimary teve 373 hectares desmatados e a Área de Proteção Ambiental Igarapé São Francisco contabilizou 223 hectares.

    Nas unidades de conservação, embora existam reduções percentuais em comparação a períodos anteriores, não se pode esquecer que os desmatamentos nestas áreas são proibidos, portanto, são ilegais”, diz o gerente do Centro Técnico e Operacional do Sipam em Porto Velho (CTO/PV), José Neumar da Silveira. O CTO de Porto Velho é a unidade do Sipam que atua nos Estados de Mato Grosso, Rondônia e Acre.

    Fonte: Assessoria de Comunicação do Sensipan - Porto Velho (RO).

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