out 05 2009

Para presidente da Petrobras, projetos do pré-sal encontram convergência de opiniões

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São Paulo – Os debates em torno dos quatro projetos que tratam do marco regulatório do pré-sal que estão no Congresso apresentam mais um cenário de convergência de opiniões do que de divergência, disse hoje (5) o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli.

“Agora você tem um conjunto de elementos de convergências e o debate é o tempo para debater, e alguns aspectos de complementação de melhoria do projeto. Portanto, eu vejo como uma grande convergência nacional em torno da proposta do governo”, disse após participar de evento promovido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

O presidente da Petrobras admitiu que os investimentos da empresa em biocombustíveis ainda são pequenos quando comparados aos investimentos na exploração de petróleo. “Evidentemente que, relativamente aos investimentos que estão previstos nas outras áreas, tanto do pré-sal, quanto do petróleo fora do pré-sal, tanto nas outras atividades que nós temos, realmente ele [o investimento em biocombustíveis] é pequeno”, disse.

Segundo Gabrielli, os investimentos em maior quantidade nos combustíveis não renováveis se justificam pelo atual cenário mundial. “Isso reflete também a nossa visão sobre o futuro da matriz energética mundial. Essa diferença de escala entre as alternativas e o combustível fóssil, reflete a expectativa que se tem que até 2030, pelo menos, o petróleo, o carvão e o gás natural representarão em torno de 80% da fonte primária de energia do mundo”, afirmou.

Bruno Bocchini
Repórter da Agência Brasil

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ago 30 2009

Minc defende que parcela de royalties do pré-sal seja investida em meio ambiente

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Rio de Janeiro – O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, defendeu hoje (30), no Rio de Janeiro, que uma parcela dos royalties provenientes da exploração de petróleo na camada pré-sal seja aplicada em questões ambientais. Segundo ele, parte dos recursos precisa ser investida, por exemplo, no processo conhecido como captura e estocagem do carbono (Carbon Capture and Storage – CCS, na sigla em inglês).

Para se ter uma ideia, os poços de pré-sal emitem, em média, de três a quatro vezes mais gás carbônico do que os poços do pós-sal, ou seja, os poços atuais. Isso não significa que a gente não possa e não deva utilizar esses recursos, mas é preciso investir no armazenamento do carbono lá embaixo na terra. É preciso usar uma parcela dos recursos para prevenir que essa riqueza não vá explodir nossas emissões de carbono afetando nossas metas de mudanças climáticas”, disse Minc, que participou hoje (30), no Rio de Janeiro, da assinatura de um convênio entre o Instituto de Pesquisas Jardim Botânico da cidade e a mineradora Vale, prevendo investimentos para a preservação da área de visitação do parque.

O ministro lembrou que pesquisas nesse sentido vêm sendo desenvolvidas em diversos países há pelo menos dez anos e que a Petrobras, em parceria com universidades brasileiras, também vêm estudando o processo há cerca de oito anos. Minc voltou a defender tratamento diferenciado para os estados produtores de petróleo na partilha dos royalties, em função do risco que correm no caso de acidentes ambientais.

“O governo [federal] tem legitimidade para querer que esses recursos extraordinários sejam usados de forma estratégica para o país como um todo, para reduzir desigualdades, investir na educação e na ciência e tecnologia, mas acho que tem que ter tratamento diferenciado entre os estados, garantindo uma parcela mais forte para os produtores. Afinal, são eles que arcam com os custos de possíveis acidentes. Mesmo com toda a tecnologia de prevenção, eles não são totalmente descartados. Se houver derramamento, não vai acontecer em Rondônia, mas na Baía de Guanabara, na Bacia de Campos, de Macaé ou em alguma área do Espírito Santo”, argumentou.

Carlos Minc destacou mais uma vez que os recursos provenientes dos royalties do petróleo, no Rio de Janeiro, contribuíram para obras de recuperação da Baía de Guanabara e da Lagoa de Jacarepaguá. A decisão final sobre a política de royalties caberá ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que se reunirá hoje à noite com os governadores do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, de São Paulo, José Serra, e do Espírito Santo, Paulo Hartung, estados onde estão localizadas as maiores reservas de petróleo, para tratar da questão. Eles alegam que se for adotado o modelo de partilha haverá perda de arrecadação.

Os ministros de Minas e Energia, Edison Lobão, e da Casa Civil, Dilma Rousseff, passaram a manhã deste domingo reunidos para acertar os últimos detalhes do marco regulatório, que será lançado amanhã (31) pelo presidente Lula.

Thais Leitão
Repórter da Agência Brasil

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